terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Chega a vez do VW CrossFox ser reestilizado


A Volkswagen não quis esperar para renovar a versão aventureira do Fox. Com menos de um mês passado da apresentação do facelift feito no compacto, a marca mostrou a CrossFox também remodelado. O pseudooffroad recebeu os mesmos faróis da versão civil, adotando também o novo padrão visual da Volkswagen. As diferenças estão nos novos pára-choques. O dianteiro ficou ‘menos sorridente’, segundo as palavras da própria marca. Nas extremidades estão os faróis de neblina, que englobam a função de faróis de milha (longo alcance), graças às lâmpadas de filamento duplo. Na parte de trás do CrossFox, um novo suporte para o estepe foi adotado com abertura elétrica e mola a gás que mantém a peça na posição desejada. A função é útil em aclives ou declives e impede com o que o pneu sobressalente se mova. A abertura também pode ser feita pela chave à distância ou por um botão no painel. Ainda na traseira, as lanternas são similares às do Fox. Nas laterais, os adesivos das raposas foram trocados por um de montanhas, que ficam dentro de faixas pretas (em cores claras) ou cinzas (com a lataria pintada em tons escuros). A cor adotada no lançamento é a laranja-atacama, que está disponível à venda. Sua continuidade depende do volume de vendas.
O interior ganhou o bom padrão de acabamento do Fox, com novo painel, forrações de portas e instrumentos com mais facilidade de leitura. O CrossFox inova somente na padronagem dos tecidos e na oferta de bancos de couro como opcional. Na mecânica, nada muda. A suspensão continua sendo mais alta que as dos Fox ‘normais’. O motor, inclusive, segue o mesmo EA111 de 1,6 litro que rende 101 cv com gasolina e 104 cv com álcool a 5.250 rpm. O torque máximo é de 15,4 kgfm (g) e 16,6 kgfm (a) com 2.500 giros. A Volkswagen promete uma aceleração de 0 a 100 km/h em 11 segundos e velocidade máxima de 175 km/h. Números medidos com álcool no tanque. O consumo divulgado é de 11,4 km/l na cidade com gasolina e 7,8 km/l com álcool. Na estrada, o prometido é rodas 16 km/l com gasolina e 10,9 km/l com álcool. A novidade, dessa vez, é a oferta do pneu de uso misto na lista de opcionais, item que faltava no CrossFox antigo. Por enquanto, a venda é casada com a roda de liga-leve, mas a marca diz que vai colocar à disposição as duas peças separadas. De série, o carro vem com rodas de aço similares às da Saveiro Trooper, mas sem a pintura em cinza-escuro. Os pneus são 205/60 R15.


Preço sobe, mas a lista de itens de série também é maior
A Volkswagen aumentou o preço inicial do CrossFox em cerca de R$ 1.000, mas foi fácil justificar o aumento. O carro agora vem de série com direção hidráulica, trio elétrico e computador de bordo. Este último item não era oferecido no aventureiro antigo nem como opcional. De fábrica, também vem os faróis de neblina e milha, retrovisores com repetidores de seta e chave canivete. Entre os opcionais, há a oferta de airbag duplo e freios ABS em um pacote que custa R$ 2.850, teto solar, ar-condicionado, sensor de estacionamento, CD-Player com porta USB e Bluetooth e volante multifuncional. O valor começa em R$ 45.550, mas a Volkswagen diz que 95% das vendas são do modelo que inclui o ar-condicionado. Assim, o preço do CrossFox sobe para R$ 49.390. Para levar o completo, o consumidor já precisaria desembolsar cerca de R$ 57 mil.
Ao volante, posição elevada e bom desempenho
Ao se sentar no banco do motorista, é preciso primeiro se acostumar com a posição elevada de condução. Além do assento alto, a suspensão ajuda a dar essa sensação. Ao dar partida, nota-se que a Volkswagen precisa esmerar o isolamento acústico, problema agravado em movimento com o barulho do vento, apesar de a fabricante dizer que resolveu o problema com algumas melhoras aerodinâmicas. O desempenho, no entanto, é bom. O motor não se acanha com a altura do carro e leva o ponteiro do velocímetro com vontade. Ao chegar em uma curva, não se engane com a suspensão elevada. Ela segura o CrossFox no limite, mesmo dando para ouvir a reclamação dos pneus de uso misto, que calçavam o modelo testado. Os de asfalto não chiariam tanto. O volante multifuncional tem boa empunhadura e a direção responde com prontidão aos comandos do motorista. Nele estão os botões para controlar telefone e sistema de som. Outros comandos também estão à mão, seguindo a boa ergonomia que vem desde o Fox antigo. De tradicional também segue o bom espaço interno e banco traseiro deslizante, mas também o porta-malas pequeno que leva apenas 260 litros com o assento na posição normal. Puxado todo para a frente, o compartimento cresce para 353 l.

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