domingo, 20 de setembro de 2009

Mercedes-Benz SLS AMG recorre ao passado para reinar entre os esportivos do futuro


O SLR McLaren colocou a Mercedes-Benz de vez no seleto grupo dos esportivos de sonho. Sua produção foi encerrada no início de 2009 e, junto dele, começaram as especulações sobre o sucessor do bólido. A resposta será dada pela AMG, divisão de alto desempenho da montadora, e atende por três letras: SLS. Para substituir o SLR, a estrela de três pontas decidiu buscar referências no passado. De qualquer ângulo que se olhe, é nítida a inspiração no 300 SL, um clássico da década de 50 imortalizado por suas portas ‘asa-de-gaivota’. Na dianteira, o formato da grade e o desenho do capô com os dois vincos são traços herdados do antigo Mercedes. As duas entradas de ar próximas ao para-brisa também marcam presença e até os faróis remetem ao passado. De perfil, a semelhança com o antigo modelo impressiona. As tomadas de ar próximas aos para-lamas dianteiros e o desenho da capota são praticamente iguais às do 300 SL. Isso sem mencionar as já citadas portas com abertura para cima, a grande sensação do SLS AMG. A traseira também lembra bastante o tradicional “Gull Wing”.


O visual limpo é tipicamente alemão, com lanternas parecidas com as do SLR e um discreto par de ponteiras de escape. O interior é a única parte do SLS que traz poucas referências ao modelo original. As entradas de ar arredondadas conferem um ar nostálgico. Uma vez acomodado nos confortáveis bancos do tipo concha, a sensação é de se estar em um cockpit de carro de corrida. O comprador, aliás, pode optar por cinco tonalidades de couro: preto, vermelho, areia, porcelana e marrom. A segurança não foi deixada de lado pela Mercedes-Benz. Os cintos de três pontos com pré-tensionadores e limitadores de força trabalham em conjunto com os oito airbags oferecidos no modelo. As bolsas frontais se adaptam à estatura e ao peso dos ocupantes, que ainda contam com dois airbags laterais, dois do tipo cortina e outros dois airbags para proteção dos joelhos.
Na hora de frear, os discos de cerâmica – vendidos como opcionais – atuam em conjunto com o aerofólio, que se ergue automaticamente em altas velocidades. Sob o longo capô, um velho conhecido dos fãs da AMG: trata-se do propulsor 6.3 com oito cilindros em “V”, retrabalhado para gerar incríveis 571 cv e 66,28 mkgf de torque. O conjunto faz com que o bólido acelere de 0 a 100 km/h em apenas 3,8 segundos. A velocidade máxima é limitada eletronicamente em 317 km/h. A nova interpretação do clássico “asa-de-gaivota” será lançado na Europa no primeiro semestre de 2010. O valor sugerido para levar o SLS para casa é de 177.310 euros.

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